Teresa Sousa nasceu em Lisboa, em Dezembro de 1928.

Após os estudos liceais, iniciou, em 1947, na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa (ESBAL), o Curso Superior de Pintura, que concluiu em 1954, com a informação final de 20 valores. Durante o curso, foram-lhe atribuídos pela ESBAL os prémios: de maior classificação em pintura (ano lectivo de 1950-51), “Constantino Fernandes” (1951-52), e “Veloso Salgado” (1952-53); pela Academia Nacional de Belas Artes, os prémios “Lupi” (1951-52), e “Ferreira Chaves” (1952-53).

Uma das suas primeiras exposições foi em 1953, no Salão da Jovem Pintura (Lisboa, Galeria de Março).

Em 1955, juntamente com os seus colegas Lourdes Castro, José Escada, e Cruz de Carvalho, seu futuro marido, inaugurou a Galeria Pórtico. Em simultâneo, e com estes artistas, dinamizou, no Museu Nacional de Arte Antiga, a exposição “Estudos sobre um tema de pintura”.

Esteve em Paris entre Setembro de 1955 e Junho de 1956, no âmbito de uma bolsa atribuída pelo Instituto de Alta Cultura (actual Instituto Camões). Tendo-se frustrado o objectivo principal da bolsa – estudos em Arte Sacra – procurou Vieira da Silva, a quem manifestou interesse por gravura. Por recomendação desta, Teresa Sousa iniciou os seus estudos de gravura no carismático Atelier 17, sob a orientação de Stanley W. Hayter, uma referência maior da gravura do século XX.

Sem nunca ter perdido o contacto com o que se passava na Galeria Pórtico, após o regresso de Paris, retomou a actividade de animadora da Galeria, conjuntamente com Lourdes Castro e José Escada. Neste âmbito, em 1956, organizou as exposições “Cartazes de Paris” e “Obras de Vieira da Silva existentes em Portugal”

Casou-se em 1957 com o designer José Maria Cruz de Carvalho. Neste ano fez a sua única exposição individual em vida, intitulada Calcografia, desenho, monotipia, onde expôs muito do material criado durante a bolsa em Paris e numa visita que fez à Bélgica a seguir à Páscoa de 1956. Também neste ano participou na I Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, onde foi distinguida com um prémio de gravura. Ainda em 1957 esteve representada na I Bienal Internacional de Gravura, em Tóquio.

Em 1958, criou um desenho para a capa do guia turístico “Portugal welcomes you”, participou na 5ª exposição “Bianco e Nero”, em Lugano, integrou a Missão Cultural Artística Portuguesa que visitou a Expo 58 (Bruxelas), e organizou a exposição de trabalhos das suas alunas “O branco, o preto e as cores”. Participou em várias exposições organizadas pela Gravura – Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses, para a qual fez 3 gravuras.

Um dos seus alunos foi o hoje internacionalmente reconhecido artista plástico português José de Guimarães.

O seu primeiro filho nasceu em 1959, ano em que recebeu o prémio Domingos Sequeira no I Salão dos Novíssimos. Em 1960 esteve representada pela primeira vez na Exposição Internacional Feminina do Museu de Arte Moderna de Paris. Em 1961 foi-lhe atribuído o 2º prémio de pintura da Exposição Antoniana do Estoril e no dia 29 de Dezembro nasceu o seu segundo filho.

Sem nada que o fizesse prever, faleceu no dia 6 de Janeiro de 1962.

Teresa Sousa foi uma pioneira da gravura moderna em Portugal, tendo a aprendizagem no Atelier 17 sido decisiva para o reconhecimento do seu trabalho de gravadora. Durante a sua curta vida artística (1955 – 1961), produziu um significativo número de obras – gravura (mais de 40), desenho, pintura – tendo deixado inacabados bastantes trabalhos, nomeadamente gravuras, cartões para tapeçarias, e projectos para mosaicos. Com excepção de algumas gravuras, a sua obra nunca foi objecto de estudo.

 

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